"Mas a noite desmanchava-se no oriente, cheia de flores amarelas e vermelhas. E os cavalos erguiam, entre mil sonhos vacilantes, erguiam no ar a vigorosa cabeça, e começavam a puxar as imensas rodas do dia"- Cecília M. z * m <3 ***********************
La negra y la rosa - Juan Ramón Jiménez
"Una realidad invisible anda por todo el subterráneo, cuyo estrepitoso negror rechinante, sucio y cálido, apenas se siente. Todos han desejado sus periódicos, sus gomas y sus gritos; están absortos, como en una pesadilla de cansancio y de tristeza, en esta rosa blanca que la negra exalta y que es como la conciencia del subterráneo." - La negra y la rosa - Juan Ramón Jiménez
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Pare.
[De joelhos no sofá, cotovelos na janela, mãos suportando a face meio de lado e os olhos perdidos naquela chuva achada. Não tinha cena que paralisasse mais, mas o engraçado é que parando disparava o coração e levava a cabeça pra longe... Longe... Num longe assim meio perto, meio vago, meio embaçado. Embaraçada naquela chuva, ela sente, respira fundo esse cheiro que a chuva lhe dá de presente cada vez que cai do céu. Pode estar no trapiche, no curral, no asfalto. O cheiro da chuva é sempre inconfundível, mesmo com tantos toques diferentes, levantando um pedaço do lugar onde cai e trazendo um pedaço do lugar de onde veio. Chuva. Se pudesse, se chamaria assim pra paralisar quem mais parasse na janela, parasse a rotina, só pra ouvi-la, pra senti-la, assim, chovida. Adora a coreografia dos lampejos no céu, dos trovões e relâmpagos, colorindo, para lá, pra cá os ventos que se atrevem a provocá-los e então começa o show, abrem-se as cortinas e os ventos provocados assoviam e mexem freneticamente arrastando o que lhes vêm pela frente. Não há frente, não há costas, a chuva é feita de lados. E ela... Adorava abrir um lado seu pra deixar a chuva passar.]
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