Ando, ando, ando...
Não sei se chego a algum lugar.
A cabeça inflada parece pesar três vezes
- o que sempre foi
E foi sendo que se deu conta do nó, da dobra em que
Volte e meia tropeçava.
A música entra e faz faxina.
As linhas entram e
Atormentam tudo, até mesmo o que outrora não estava.
E não estava?
Estava,
Mas agora fica ainda mais nebuloso e ondulado
E essas voltas, e essa roda-gigante-sem-fim que não só gira
-vive à deriva da maresia
Causa náusea.
E o que sai não tem fundo, não tem cor, não tem tamanho.
O que sai é só um grande eco do silêncio. O antigo, maldito, velho,
Silêncio.
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